TERCEIRA INSTRUÇÃO

Ven∴ – (!) Meus llr∴, de acordo com os preceitos que nos regem, vamos proceder a terceira instrução destinada especialmente ao Ir∴ Aprendiz F………(se não houver aprendiz) destinada a recordar os nossos ensinamentos.
Ir∴1º Vig∴, entre eu e vós existe alguma coisa?

1º Vig∴ – Sim, Ven∴ Mestr∴, um culto.

Ven∴ – Que culto é esse?

1º Vig∴ – Um segredo.

Ven∴ – Que segredo é esse?

1º Vig∴ – A Maçonaria.

Ven∴ – Que é a Maçonaria?

1º Vig∴ – Uma associação íntima de homens escolhidos, cuja doutrina tem por base o G∴A∴D∴U∴, que é Deus; como regra, a Lei Natural; por causa, a verdade, a liberdade e a Luz Moral; por princípio, a igualdade, a fraternidade e a caridade; por frutos, a virtude, a sociabilidade e o progresso; por fim, a felicidade dos povos que ela procura incessantemente reunir sob sua bandeira de paz. A Maçonaria existe e existirá
sempre onde houver o gênero humano.

Ven∴ – Sois Maçom, Ir∴2°Vig∴?

2º Vig∴ – M∴ l∴ C∴T∴M∴R∴.

Ven∴ – Quais são os deveres do Maçom?

2ºVig∴ – Honrar e venerar o Gr∴ Arq∴ dos Mundos, a quem agradece sempre as boas ações que praticar para com o próximo e os bens que Ihe couber em partilha; tratar a todos os homens, sem distinção de classe e de raça, como seus iguais e Irmãos; combater a ambição, o orgulho, o erro e os preconceitos; lutar contra a ignorância, a
mentira, o fanatismo e a superstição, que são os flagelos causadores de todos os males que afligem a Humanidade e entravam seu progresso; praticar a justiça recíproca, como verdadeira salvaguarda dos direitos e dos interesses de todos, e a tolerância que deixa a cada um o direito de escolher e seguir a sua religião e as suas opiniões;
deplorar os que erram, mas, esforçando-se para reconduzi-los ao verdadeiro caminho; enfim ir, com todas as suas forças em socorro do infortúnio e da aflição. O Maçom cumprirá todos esses deveres porque tem a Fé que Ihe dá a coragem e o conduz ao progresso; a perseverança que vence os obstáculos; o devotamento que o leva a fazer o bem, mesmo com risco de sua vida e sem esperar outra recompensa a não ser a tranqüilidade de consciência.

Ven∴ – Como podereis vos fazer reconhecer Maçom?

2°Vig∴ – Por s∴, t∴ e p∴.

Ven∴ – Como fazeis o s∴, Ir∴ M∴de CC∴?

M∴ de CC∴ – (levantando-se). Pelo esquadro, nível e perpendicular. (faz o s∴).

Ven∴ – Que significa esse s∴?

M∴ de CC∴ – A honra de saber guardar o segredo, preferindo ter a g∴c∴a revelar nossos mistérios. Significa, também, que o braço direito, símbolo de minha força, está concentrado e imóvel à disposição da Ordem, somente saindo da imobilidade quando
assim ordenar o Ven∴ Mestr∴. Finalmente os pp∴ em esquadria, representando o
cruzamento de duas perpendiculares, único caso em que formam quatro ângulos iguais e retos, significam a retidão do caminho que tenho de seguir, bem como que a
igualdade, é um dos princípios fundamentais da nossa Ordem. (saúda e senta-se).

Ven∴ – Ir∴2°Diac∴, dai o t∴ ao Ir∴1°Vig∴.

1º Vig∴ – (depois de recebido o t∴). Está exato, Ven∴ Mestr∴.

Ven∴ – Dai-me a p∴, Ir∴1°Diac∴.

1°Diac∴ – (levantando-se e á ordem) ………………

Ven∴ – Que significa esta p∴?

1º Diac∴ – Beleza e, também, Força, Apoio. (saúda e senta-se).

Ven∴ – Por que o Aprendiz Maçom não tem p∴ de p∴, Ir∴G∴do Temp∴?

G∴ do Temp∴ – (levantando-se e á ordem). Porque conservamos a tradição do antigo Egito, onde o iniciado ficava durante três anos sem se comunicar com o mundo profano e, caso deixasse o templo, a ele jamais voltaria. Daí ser desnecessária tal p∴.

Ven∴ – Por que quisestes vos tornar Maçom?

G∴ do Temp∴ – Porque sendo livre e de bons costumes, e estando nas trevas, ambicionava a Luz.

Ven∴ – Quem vos trouxe à Loja?

G∴ do Temp∴ – Um amigo, que depois reconheci como Irmão. (saúda e senta-se).

Ven∴ – Como estáveis preparado, Ir∴ Secr∴?

Secr∴ – (levantando-se e á ordem). Nem nu, nem vestido; despojaram-me de todos os metais, emblemas dos vícios, para lembrar-me do estado primitivo da humanidade antes
da época de sua civilização.

Ven∴ – Onde fostes recebido?

Secr∴ – Em uma Loja justa, perfeita e regular.

Ven∴ – Que é preciso para que uma loja seja justa e perfeita?

Secr∴ – Que três a governem, cinco a componham e sete a completem.

Ven∴ – Que é uma Loja regular?

Secr∴ – É a que, sendo justa e perfeita, obedece a uma Potência Maçônica regular e pratica rigorosamente todos os princípios básicos da Maçonaria Universal. (saúda e senta-se).

Ven∴ – Como fostes recebido, Ir∴Orador?

Orad∴ – (levantando-se e á ordem). Por três pancadas cuja significação é: Batei e sereis atendido; pedi e recebereis; procurai e encontrareis.

Ven∴ – Que vos fizeram praticar?

Orad∴ – Depois de colocado entre as Colunas dos IIr∴ VVig∴, fizeram-me praticar três viagens para que me lembrasse das dificuldades e das atribulações da vida; purificaram-me pelos elementos e, depois, fui conduzido ao Altar, onde fizeram-me ajoelhar;
o j∴d∴nu por terra, a m∴d∴sobre o L∴ da L∴e na e∴ um c∴aberto cujas pontas se apoiavam em meu peito esquerdo que estava nu. Nessa posição prestei meu juramento de guardar os segredos da Ordem. (saúda e senta-se).

Ven∴ – Que vistes ao entrar em Loja, Ir∴ Tes∴?

Tes∴ – (levantando-se e á ordem). Nada, Ven∴Mestr∴., pois, uma espessa venda cobria meus olhos.

Ven∴ – Que vistes quando vos concederam a Luz?

Tes∴ – Achava-me no Ocidente, entre colunas; então, vi o pavimento mosaico e o Livro da
Lei sobre o Altar. (saúda e senta-se).

Ven∴ – Podeis explicar-me, Ir∴1°Vig∴, a interpretação de tudo que ouvistes falar?

1°Vig∴ – A venda sobre os olhos significa as trevas e os preconceitos do mundo profano e a necessidade que têm os homens de procurar a Luz entre os iniciados. O p∴d∴ calçado com alpargata era para manifestar o respeito por este lugar sagrado. b∴d∴ e o p∴e∴ desnudos exprimiam que eu dava meu braço à Instituição e meu coração a meus irmãos. As pontas do c∴ sobre o peito lembravam-me a minha vida profana, na qual nem meus sentimentos nem meus desejos foram regulados por esse símbolo da exatidão, que desde então regula meus pensamentos e minhas ações. O c∴ simboliza as relações do Maçom com seus irmãos e com os demais entes; fixada uma de suas pontas, pode, pelo maior ou menor afastamento das hastes, descrever círculos sem conta, imagens de nossa Loja e da Maçonaria cujo extenso domínio é infinito. Os três p∴ formando cada um e a cada junção dos pés um ângulo reto, significam que a retidão é necessária ao que deseja vencer na ciência e na virtude. As três viagens simbolizam a conquista de novos conhecimentos. O número três indicaos centros Pérsia, Fenícia e Egito, onde foram primitivamente cultivadas as ciências.
As purificações, que foram feitas no decurso dessas viagens, lembraram-me que o homem não é bastante puro para chegar ao templo da filosofia. A idade do aprendiz é de t∴ α∴ porque, na antiguidade, esse era o tempo necessário ao seu preparo; a idade significa também o grau maçônico. A pedra bruta é o emblema do aprendiz, do que se encontra no estado imperfeito de sua natureza. As duas CCol∴ são tidas como de 18 côvados de altura, 12 de circunferência, 12 de base e 5 nos capitéis, num total de 47, número igual ao das constelações e dos signos do zodíaco ou do mundo celeste. Suas dimensões estão contra todas as regras de arquitetura, para nos mostrar que a sabedoria e o poder do divino Arq∴ estão além das dimensões e dos julgamentos dos homens. Elas são de bronze para resistirem ao dilúvio, isto é, à barbárie, sendo o bronze o emblema da eterna estabilidade das leis da natureza, base da doutrina Maçônica. São ocas para guardar os utensílios apropriados aos conhecimentos humanos e, enfim, as romãs, são símbolos equivalente ao feixe de Esopo: milhares de sementes contidas no mesmo fruto, num mesmo gérmen, numa mesma substância, num mesmo asilo, imagem do povo maçônico, que, por mais multiplicado que seja, constitui uma e mesma família. Assim a romã é o emblema da harmonia social,
porque só com as sementes apoiadas uma às outras é que o fruto toma a sua verdadeira forma.
O pavimento mosaico, emblema da variedade do solo, formado de pedras brancas e pretas, unidas pelo mesmo cimento, simboliza a união de todos os maçons do globo, apesar da diferença de cores, de clima e de opiniões políticas e religiosas; a imagem do Bem e do Mal de que está cheio o caminho da vida. A Espada flamígera, arma simbólica, significa que a insubordinação, o vício e o crime devem ser repelidos de nossos Templos e que a Justiça de Salomão, Justiça Maçônica, é pronta e rápida como os raios que despende a espada, emblema, também, da justiça e da nobreza dos sentimentos.
O Esquadro, suspenso ao colar do Ven∴ Mestr∴, significa que um chefe deve ter unicamente um sentimento — o dos estatutos da Ordem – e que deve agir de uma única forma: com retidão.
O Nível, que decora o 1°Vig∴, simboliza a igualdade social, base do direito natural.
O Prumo, trazido pelo 2°Vig∴, significa que o maçom deve ser reto no julgamento sem se deixar dominar pelo interesse nem pela afeição.
O nível sem o prumo nada vale, do mesmo modo que este sem aquele, em qualquer construção. Por isso os dois se completam para mostrar que o maçom tem o culto da igualdade, nivelando todos os homens, cultuando a retidão, não se deixando pender, pela amizade ou pelo interesse para qualquer dos lados.

Ven∴ – Por que os Aprendizes trabalham do meio dia à meia-noite, Ir∴2°Vig∴?

2°Vig∴ – É uma homenagem a um dos primeiros instituidores dos mistérios, Zoroastro que,
lendariamente, reunia secretamente seus discípulos ao meio-dia e terminava seus
trabalhos à meia-noite, por um ágape fraternal.

Ven∴ – Esta feita a terceira instrução

Terminada a Instrução, os trabalho seguem conforme a ordem estabelecida.

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